What If…?, 1º Episódio – Crítica

Análise crítica sobre o 1º episódio de "What If...?", a nova série da Marvel no Disney+.

Para cada leitor do site – ou até mesmo para aqueles que só caíram de paraquedas por aqui – é bem óbvio o quanto nós somos fãs de super-heróis e quadrinhos. Por isso, toda vez em que temos um conteúdo novo do tipo (seja da DC, da Marvel ou de outra fonte) ficamos empolgados como os bom fãs que somos.

E se tem uma produção em específico que vem causando ansiedade no autor que vos fala, ela é What If…?, a primeira série animada da Marvel Studios. Anunciada em há mais de dois anos e com uma 2ª temporada quase saindo do forno, a nova animação é mais uma exclusividade do estúdio para o Disney+.

Para aqueles que acompanharam Loki, é evidente o quão importante a série foi para todo o MCU, onde agora estamos diante do verdadeiro início da Fase 4, em que o multiverso e as suas diferentes realidades serão o foco principal. Por isso, What If…? veio logo depois na fila, pois esse será um ótimo exercício de criatividade no assunto.

De fato, What If…? é simplesmente uma entrega autoexplicativa deste “novo” conceito, onde todos os tipos de público poderão compreender as próximas produções de forma bem mais clara. E essa jornada se iniciou nesta semana, por meio de uma variante de Peggy Carter, a nossa nova Super Soldado.

Premissa sem limites e condução genial

What If...?
(reprodução: Disney+)

Como dissemos, What If…? não vem após Loki por pura coincidência. Muito pelo contrário, este novo seriado possui uma clara missão: familiarizar o máximo de pessoas com o conceito de multiverso. Pois como temos visto em WandaVision e, principalmente, em Loki, esse será o novíssimo foco do MCU.

Para aqueles mais ligados, essa não é nenhuma novidade. Afinal, Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Doutor Estanho no Multiverso da Loucura e Homem-Formiga: Quantumania serão filmes 100% focados nessa premissa. Por isso, conduzir todos os tipos de públicos (dos mais leigos aos mais experientes) deve ser a prioridade da Marvel Studios.

Premissa sem limites e condução genial

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Premissa sem limites e condução genial
(reprodução: Marvel Studios)

De forma básica, apenas a ideia de “O Que Aconteceria Se…?” já é algo genial. Vindo de uma linha de HQs homônimas, a adaptação audiovisual já era um perfeito campo de afrouxamento de limites e desenvolvimento criativo antes mesmo de termos quaisquer materiais promocionais divulgados. Mas agora, essa certeza está mais do que confirmada.

Premissa sem limites e condução genial
(reprodução: Marvel Studios / Marvel Comics)

Em um 1º episódio focado em mostrar uma versão de Peggy Carter que se torna uma Super Soldado no lugar de Steve Rogers, What If…? flerta com o máximo de pessoas possíveis ao trazer um cenário e contexto vistos pela maioria há exatamente uma década atrás. Onde todos nos encontramos em uma sequência de momentos alá “Eu entendi a referência!”.

Pecados compreensivos e a nova abordagem

Pecados compreensivos e a nova abordagem
(reprodução: Disney)

Agora que já passamos pelos benefícios de What If…? para o MCU de uma maneira geral, vamos nos direcionar à execução de seu 1º episódio em específico. Que se inicia com a vinheta do seriado, onde o Vigia e a sua tarefa de observação do multiverso terrestre são apresentadas. Seguindo para a apresentação do Evento Nexus e de seu contexto no que já conhecemos.

Ter Uatu, o Vigia, como um narrador onisciente e onipresente – de forma a qual me lembrou os papéis de narradores de Carl Sagan e Neil deGrace Tyson em Cosmos – dá um certo alívio ao adentramos em uma zona tão desconhecida como a do multiverso. E se eu me senti dessa maneira, outras pessoas mais casuais também podem ter tido o mesmo conforto. O que é ótimo para a série.

Pecados compreensivos e a nova abordagem
(reprodução: Disney+)

Agora, em questão da condução destas novas vertentes da trama de Capitão América: O Primeiro Vingador, temos certos tipos de “pecados perdoáveis”. Estes que são:

  • O clima de pressa e a simplificação de eventos;
  • O exagero no uso de elementos já conhecidos (poderes, por ex.);
  • A extrapolação de características na personalidade dos personagens.

Devo confessar que senti um baque ao me deparar com uma animação muito mais Walt Disney do que Marvel Studios. Afinal, os personagens possuem personalidades muito mais marcantes do que as suas versões em live-action. Com ações, falas e movimentos muito mais cartunescos do que eu esperava.

E, a primeira vista, eu me incomodei com isso. Ao tratar de um assunto tão importante é megalomaníaco, eu acabei esperando muito “pé no chão” do que deveria. Ao assistir mais vezes, percebi que a Peggy fazer coisas absurdas (até mesmo para uma Super Soldado) e Howard Stark (apenas um exemplo) ser muito mais um alívio cômico do que já era antes, fazem tudo mais especial.

Estamos olhando para um produto que visa alcançar todos os tipos de usuários do Disney+, principalmente as crianças. Então por que não abraçar de vez o DNA da Disney e incorporá-lo na vastidão de coisas absurdas vistas ao longo de décadas mas HQs? Agora, percebo que essa sim é a escolha perfeita, não só tratar este como “só mais um título” do MCU – inclusive, algo que todas essas séries têm evitado ser.

Por fim, o que mais me deixou decepcionado foi a velocidade em que as coisas acontecem. O ritmo é estável, porém bem acelerado. Isso fez com que eu não sentisse o peso das mudanças da melhor forma possível. Entretanto, não posso reclamar nem um pouco sobre isso. Por quê? Bem, vamos as razões:

  1. Essa é uma animação de 30 min, cada segundo importa;
  2. Já vimos tudo isso antes, agora só precisamos ver o essencial: as mudanças mais significativas;
  3. Não há o porquê desenvolver personagem por personagem, pois já os conhecemos ao longo de 10 anos de filmes;
  4. What If…? é uma antologia que compartilha as mesmas histórias, mas dá foco em arcos diferente a cada episódio. Então, a fila tem que andar.
Pecados compreensivos e a nova abordagem
(reprodução: Disney+)

Ao ver e rever algumas vezes e parar para absorver tudo, estas foram as minhas conclusões. Quebrei a cara ao ver a maneira como a série foi feita e entregue. Mas isso não quer dizer que ela é ruim. Eu apenas estava preparado para uma outra coisa. E devo admitir, eu adorei ser surpreendido com algo a mais.

Ótimas mudanças e qualidade transbordada

Ótimas mudanças e qualidade transbordada
(reprodução: Marvel Studios)

Para encerrar essa análise/crítica de hoje, devo me ater à qualidade das escolhas de mudanças e a produção técnica no geral. Começando pelo segundo ponto. Afinal, a animação de What If…? é de tirar o chapéu. Em um misto de 2D com 3D, a série se entrega por completo ao formato Disney ao mesmo tempo em que nos lembra de que aquilo ainda assim de passa no MCU.

Já em questão das consequências do Evento Nexus da Agente Carter… opa, desculpem-me… da Capitã Carter, não há o que reclamar. Afinal de contas, das alterações mais básicas às mais espalhafatosas, o futuro dessa realidade em específico foi alterado de maneira em que o Capitão América, Soldado Invernal, Agente Carter, Homem de Ferro e o Guardião da jóia da alma não foram existem mais.

Mas é claro, as consequências disso serão apresentadas em breve. Se não nos próximos episódios, então em um futuro não tão distante. Mas para o resumo da ópera: o 1º episódio de What If…? é um perfeito começo para algo muito maior e que esperamos ser cada vez mais extrapolado nas próximas semanas.

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